terça-feira, 2 de março de 2010

Velhos laços




Queria eu desenhar o que na infância não consegui.
Tomar os comprimidos que quando pequena não engoli
E pedir socorro com a mesma voz e a mesma inocência
Mas vejo que os desesperos já não são iguais aos que sofri
Mas que meu sangue só se ata com paciência.

Aquela serenidade,incerteza,intensa escuridão em clarezas
Existem hoje como minhas antigas velas à Vênus
Que quanto mais se apagam,mais percebemos
Que vivem mais e iluminam uma outra relidade.

Em mim,queima um fogo estagnado
Uma lembrança de um presente passado

Queria eu dormir tranquilamente como nunca pude
Tive saudade.
Porém hoje este prazer não mais me ilude.

Queria eu povoar minha casa de gente e brincar
Como nunca brinquei
E num sono profundo ter sonhos bons e acordar
Pra lembrar que sonhei
Como nunca aconteceu.

Queria eu,quando tivesse pesadelos,ao despertar,te ver
Levantar,concertar teu travesseiro
E te cobrir em retribuição.

Queria eu poder chorar quando sentisse vontade
Ser dona de meus bens e maldade
E fazer feliz meu coração...

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